quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Solitude

De mágoas e silêncios me recubro
E cego fiz da dor felicidade
Porém a sós, diante da verdade,
Nos olhos uma lágrima descubro.

Envolto pelo manto da saudade
O meu sangue se torna menos rubro
E nessas noites gélidas de outubro
Caminho pelas ruas da cidade.

Procuro algum afeto e companhia,
Mas eis que Satanás me arrasta então
Às tumbas da necrópole sombria!

E assim após vagar sem direção
No espelho de uma lápide vazia
Contemplo a minha própria solidão...

Um comentário:

Nosalai disse...

QUE LINDO! TÃO TRISTE TÃO TUDO!
BEIJOS